Diretora Geral do IAO recebeu Prof. Dr. Tsigbé, historiador, no dia 15 de julho de 2019

ACbA Diretora Geral do Instituto de África Ocidental (IAO), Prof. Djénéba Traoré, recebeu no dia 15 de julho de 2019 na sede do Instituto, o Prof. Dr. Joseph Koffi N. Tsigbé, Professor Associado (CAMES) no Departamento de História da Universidade de Lomé (Togo).

A visita faz parte de uma missão de 5 dias à Praia sob o mandato do Centro de Estudos Linguísticos e Históricos da Tradição Oral (CELHTO), uma Agência Especializada da União Africana (UA) com sede em Niamey (Níger), com o objetivo de estabelecer um inventário dos mecanismos endógenos de prevenção, gestão e resolução de conflitos em África.

A metodologia consistiu na realização de investigações de campo sobre estes mecanismos, a fim de identificar as formas e meios implementados pela população cabo-verdiana para resolver conflitos e preservar a convivência em paz.

O projeto é uma componente da Agenda 2063 da UA, que afirma que até 2063, todos os mecanismos endógenos de gestão de conflitos em África devem ser identificados, estudados e valorizados.

O intercâmbio de uma hora e meia no IAO concentrou-se na história de independência de Cabo Verde, suas características e pontos fortes como um Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento (SIDS (Small Island Developing State)) em África, bem como os desafios futuros, a sua visão estratégica para o desenvolvimento, a sua parceria especial com a União Europeia (UE) e a sua relação com outros Estados Membros da CEDEAO.

Respondendo às perguntas colocadas pelo Prof. Dr. Tsigbé, a Diretora Geral do IAO salientou que Cabo Verde é um arquipélago constituído por dez ilhas situadas no meio do Oceano Atlântico que tem um passado secular marcado por uma constante coesão social e um elevado sentido da Nação.

Segundo o Prof. Traoré, Cabo Verde representa um raro exemplo que prova que o uso de mecanismos endógenos de prevenção, gestão e resolução de conflitos não é necessário quando as seguintes medidas universais de prevenção são implementadas e observadas com um padrão rigoroso: um sistema de boa governação em todos os níveis, o estado de direito, instituições democráticas fortes, a separação de poderes, a garantia de liberdades fundamentais, um sistema justo de justiça para todos, o respeito pela vida humana e a dignidade humana e por último mas não menos importante, a proteção ambiental. Como o desenvolvimento só pode ocorrer em paz, essas condições são essenciais para garantir o desenvolvimento sustentável.

Além disso, graças à visão clara dos seus líderes políticos e o apoio da sociedade civil, do sector privado e da vasta diáspora cabo-verdiana em todo o mundo, o arquipélago que não tem (por enquanto) matéria-prima conseguiu sair da pobreza, tornar-se um país de rendimento médio, proporcionando a todos o acesso a educação de qualidade e outros serviços sociais básicos.

Na opinião da Diretora Geral do IAO, a maioria dos conflitos surge de situações de injustiça,ACBB desigualdade de tratamento dos diferentes estratos sociais e profissionais, corrupção e contestação no processo eleitoral. Portanto, a maneira mais eficaz de alcançar a coesão social e a coexistência pacífica entre todos os componentes de uma nação é erradicar todos esses males de maneira definitiva. Prevenir é melhor que remediar.

No final da sua missão, o Prof. Dr. Tsigbé afirmou que a sua estadia em Cabo Verde permitiu-lhe ter outro ângulo de análise do assunto.

A Diretora Geral do IAO estendeu seus melhores agradecimentos ao Honorável Walter Évora, Membro do Parlamento, por ter se encontrado com o Prof. Dr. Tsigbé em 17 de julho de 2019, para uma entrevista proveitosa sobre o tema da pesquisa.

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